Privacidade levada a sério

Privacidade levada a sério

O Facebook mudou suas configurações de privacidade.

 

Depois de um escândalo envolvendo o uso não autorizado de dados na campanha eleitoral americana de 2016, a empresa por trás das redes sociais Facebook e Instagram mudou as formas como protege a privacidade em suas plataformas e nós, como usuários, estamos vendo os efeitos disso aos poucos.

 

Mas como fica a privacidade na vida real? Na sua empresa, é normal todos saberem da vida de todos?

 

Esse assunto mistura cultura empresarial com cultura geral. No Brasil, estamos acostumados a um ambiente mais informal, onde as pessoas interagem de forma mais pessoal. Apesar de parecer que isso contribui para um melhor clima organizacional, as armadilhas estão por todos os lados, da sala de reuniões ao canto do café.

 

Para começar, vamos parar de achar normal saber de tudo da vida de alguém pelas redes sociais: o que comeu no almoço, com quem saiu no fim de semana, pra onde viajou nas férias.

 

Nenhum problema com quem curte compartilhar todos os passos. O problema é que nem todas as pessoas são assim. O perigo de se acostumar com esse comportamento é tratar todos da mesma forma e acabar invadindo a privacidade de quem prefere se preservar, seja por característica pessoal ou por estar vivendo um momento difícil da vida.

 

O líder, quando acredita que deve saber da vida pessoal de todos na equipe porque isso pode afetar a produtividade, corre o risco de passar da linha em algum momento. Existem colaboradores que você dá bom dia e eles respondem contando a história de vida deles, mas existem aqueles que apenas querem fazer seu trabalho e ir para casa.

 

Você com certeza vai lembrar de gente dos dois tipos em sua equipe. Vale, mais do que nunca, a regra de ouro da gestão de pessoas: tratar cada um como se fosse único. E lembrar que, entre os dois extremos de desejo por privacidade, sempre há uma área de diferentes níveis de abertura.